
Bem sei que o mundo não é um lugar justo e que há muitos músicos que têm grande dificuldade em ver os seus talentos reconhecidos pelo público. Um dos casos é este pianista, João Paulo Esteves da Silva, instrumentista e compositor de grande nível, que já leva alguns bons anos de carreira discográfica mas que tenho a impressão de que tem sido mal amado. O seu trabalho mais recente,
Memórias de Quem, é um exemplo. Esteve por aí nos escaparates durante uns dias, numa tentativa de o promover que pecou por demasiado fugaz, tendo em consideração o seu conteúdo. João Paulo regressa a solo, em grande forma, com temas que vão contrastando. Desde as melodias que evocam tradições portuguesas, de que se pode invocar
Mi Alma, a passos mais ousados como
O Incêndio. É um grande disco de piano. Recomenda-se a quem queira escutar boa música feita em Portugal e que, já agora, esteja na disposição de reparar uma injustiça.
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